Helett e Padaria Real

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Verdade seja dita, ser apaixonado pela Padaria Real não é uma exclusividade da Helett. Há uma cidade inteira apaixonada e orgulhosa de ter a Padaria Real como sua referência. Para os poucos visitantes que vêm a Sorocaba e não conhecem a Real, uma das coisas mais divertidas que podemos fazer é surpreendê-los levando-os para saborear a famosa coxinha e todas as outras gostosuras gastronômicas que encontramos por lá.

 

É óbvio, porém, que apesar de cada um de nós termos uma relação especial com essa padaria que marcou e continua marcando a vida de tanta gente em Sorocaba, isso não é suficiente para justificar que uma consultoria se apaixone por uma padaria. Nossa história é outra.

 

Nós, da Helett, somos também orgulhosamente sorocabanos. Amamos esta cidade que é tão especial e, em certo sentido, tão diferente de todas as outras: só quem é de Sorocaba sabe que as coisas por aqui são, digamos, bastante originais, ainda que a gente não saiba direito como explicar essas nossas particularidades.

 

Apesar de atuarmos como consultoria desde 2003, foi só em 2009 que a Padaria Real se tornou nossa cliente. Nossos primeiros trabalhos para a Real foram bastante técnicos. Passados apenas alguns meses, com algumas mudanças que estavam acontecendo na padaria como resultado do início da travessia deles na Metanóia, fomos convidados a assumir todo o departamento de RH. O projeto era assumirmos a área de recrutamento e seleção e aos poucos evoluir para o departamento inteiro.

 

Desde as primeiras reuniões uma frase era repetida exaustivamente pela diretoria da Real: "aqui as coisas são diferentes", diziam eles. Nos restava acreditar na frase, ainda que não soubéssemos exatamente o que isso queria dizer.

 

Com a evolução das negociações para o início do projeto integralmente, chegou o momento de 'bater o martelo' e começar efetivamente a transição. Após os apertos de mão, o 'Seo' Zé nos avisou que trabalhar com a Padaria Real seria como um casamento. Sujeito à dificuldades e alegrias, mas era para a vida toda. Não tinha volta.

 

"Como um casamento", disse 'Seo' Zé. E isso significou que durante os seis primeiros meses de contrato, demos exclusividade dos nossos serviços para a Padaria Real. Não assumimos nenhum cliente novo, não renovamos nenhum contrato. Foram seis meses de mergulho na cultura da Real. E que cultura!

 

Descobrimos que para a Padaria Real o que vale é a palavra e o aperto de mãos. Não há contrato que substitua a confiança. Aprendemos que na cultura da Padaria Real, o desejo de realizar deve ser sempre maior que o medo de não conseguir fazer. Que a Padaria Real não é uma empresa, é uma comunidade de pessoas que buscam fazer o bem e dar o melhor de si, e enquanto essa comunidade é construída, vende-se pão... ou muito mais que pão.

 

Nós percebemos que por trás do pão quentinho e do café bem tirado, há um legítimo desejo de encantar e criar experiências memoráveis aos clientes. Aliás, na Real o cliente não é cliente: é "gente do bem" que merece sentir que está em seu segundo lar a cada vez que entra na padaria.

 

Os colaboradores novos não são escolhidos apenas por seus currículos ou sua experiência anterior, as entrevistas têm como objetivo identificar quais são os valores dos candidatos. Escolher colaboradores pelos seus valores, em um tempo em que pessoas de valor se sentem deslocadas num mundo de poucos valores é simplesmente sensacional.

 

Os líderes na Real são chamados de líderes-educadores. Coisa mais linda perceber que cada líder aprende que autoridade só vale quando é baseada no exemplo; que os resultados só podem aparecer quando os líderes são fonte de inspiração para suas equipes; que cargos são menos importantes do que a legitimidade do propósito de cada um, e que essa legitimidade só aparece quando colocamos o coração à frente nas decisões.

 

Algumas empresas já entenderam a importância dos "open offices", áreas de trabalho compartilhadas onde todos podem se ver. Não sabemos como chamar o que vemos na Real todos os dias, onde mais do que "open offices" há abraços nos corredores e conversas decisivas são feitas enquanto alguém está com a mão em seu ombro. Talvez um belo nome pra isso seja "open hearts"... mas se pudermos escolher um nome menos pomposo, o que temos na Real de fato é "jeitão simplão". Assim mesmo.

 

A Padaria Real tem seus fornecedores, evidentemente. Mas tem uma categoria especial de fornecedores, aqueles que já demonstraram sua honestidade, sua seriedade, seu compromisso. Esses não são chamados de fornecedores, são chamados de "cumpadres", e tem até um "Contrato de Cumpadres" pendurado na área de compras. Assinado pelos Cumpadres e pela Real. Temos muito orgulho de termos assinado esse contrato também, a Helett e a Real são "cumpadres".

 

São tantas, tantas as coisas que fazem da Padaria Real um lugar especial, que é difícil escrever tudo por aqui. Talvez seja preciso escrever um livro, e já estamos cuidando disso. O fato é que em uma empresa tão repleta de coração, tão consciente do seu papel como comunidade, tão disposta a criar regras de ouro que poderiam - e deveriam - servir como exemplo de gestão empresarial, fica fácil se apaixonar.

 

Em cada reunião de lideranças da Padaria Real (que começa com uma música tocada no violão e com uma oração, diga-se de passagem) vemos o quanto uma cultura de humanidade, que acredita em uma Nova Economia, pode emocionar e gerar resultados ao mesmo tempo.

 

A Equipe Helett/Padaria Real, Audrey, Celisa, Daniel, Henrique, Renata e eu, Maurício, tem o mais profundo orgulho de pertencer e apoiar esse projeto criado há 60 anos atrás e que merece cada gota de sucesso que obteve até agora. Que venham os próximos 60.

 

Com muito amor, e muito mais que pão,

 

Equipe Helett

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